Paulo Roberto começou a Tropical na década de 70 numa pequena sala comercial alugada em Goiânia

A Tropical Urbanismo e Incorporação já vendeu mais de 40 mil lotes na Grande Goiânia e outras cidades de Goiás e no Brasil, sendo cerca de 10 mil em condomínios fechados, em quatro décadas. Na área de incorporação, a empresa estima ter lançado e comercializado aproximadamente 10 mil apartamentos. Criada no final da década de 70 numa sala comercial alugada de 27 metros quadrados, a Tropical apostou em duas máximas para se diferenciar e crescer: formar grupos de investidores e apostar em projetos inovadores. Hoje a empresa tem mais de 90 parceiros (investidores e empreendedores)  em vários negócios. “Sempre buscamos investir em empreendimentos de vanguarda”, diz o empresário Paulo Roberto da Costa ao EMPREENDER EM GOIÁS.

Tudo começou quando a família do empresário decidiu vender sua tradicional rede de lanchonetes Fonte do Paladar, com quatro unidades em Goiânia. “Era um negócio que não enxergávamos mais potencial de crescimento. Em 1975 nós vendemos as lanchonetes. Eu tinha 23 anos de idade, havia casado e comecei a pesquisar outras áreas para trabalhar. Vi no mercado imobiliário uma boa oportunidade. No ano seguinte, aluguei sala comercial de 27 metros quadrados e abri, em sociedade com meu pai, irmãos e esposa a Tropical Imóveis. Comecei tudo como corretor de imóveis”, conta Paulo Roberto.

Para financiar a construção da nova capital de Goiás na década de 30, o Estado abriu vários loteamentos e os vendeu para investidores de todo o País. Com o crescimento da cidade, estes lotes valorizaram. Muito. “Na pesquisa de mercado que fiz para decidir que negócio abrir, percebemos esta oportunidade. Começamos a identificar quem eram e onde estavam os proprietários destes lotes. Aí começamos a comprar vários terrenos, sempre com potencial de bom lucro na revenda”, afirma Paulo Roberto. Foi quando surgiu uma cultura na Tropical: de formar grupos de investidores. Como os sócios não tinham recursos para a aquisição dos muitos lotes, buscaram parceiros capitalizados. “Convencemos parentes e amigos de que o investimento traria bom retorno”, frisa o empresário.

Já no início da década de 80 surgiu outra oportunidade: comprar um loteamento já aprovado em Senador Canedo, a Vila Galvão, cujo proprietário era do Rio de Janeiro e havia loteado a área na época da mudança da capital, com objetivo de esperar o crescimento da cidade. Nesta época, os loteamentos não ofereciam sequer infraestrutura básica. A Tropical lançou, então, o primeiro com rede de energia elétrica e pavimentação da principal rua de acesso. “Foi um sucesso e vendemos 500 lotes”, lembra Paulo Roberto. A Tropical também se capitalizou no início com venda de linhas telefônicas, que chegavam custar, cada uma, US$ 5 mil. “Comprávamos à vista e vendíamos a prazo com boa lucratividade. Comercializamos mais de 10 mil linhas”, diz Paulo.

Construção do bairro planejado Eldorado foi o passo mais ousado dado pela Tropical

Aposta ousada
Nos anos 90 a Tropical já era uma imobiliária de médio porte e conceituada em Goiânia que, além dos loteamentos, também já tinha lançado e comercializado três pequenas incorporações (prédios). Foi quando decidiu dar o seu mais ambicioso passo: a construção do primeiro bairro planejado vertical de Goiânia e do Brasil, o Eldorado. Comprou em 1993, juntamente com seu primo-irmão, uma grande área (quase uma fazenda) do empresário Elias Bufáiçal e depois formou parcerias com construtoras goianas para executar o projeto. “Como era inovador, demorou quatro anos para ser concebido por nós e ser aprovado pela Prefeitura”, afirma Paulo Roberto.

O Eldorado é um complexo de 19 condomínios e 73 prédios, com o total de 5,2 mil apartamentos, onde moram atualmente cerca de 20 mil pessoas. Demorou 20 anos para ser totalmente concluído. O seu valor de vendas atualizado é de R$ 1,5 bilhão. No início, por conta sua localização afastada e as dificuldades de financiamento imobiliário, era um negócio de alto risco. “Para se ter uma ideia, vacas pastavam em torno do estande de vendas. Nossos corretores tinham de espantá-las para não espantar os potenciais compradores”, brinca o empresário.

A Tropical implantou uma novidade no estande de vendas do Eldorado: o apartamento vitrine, decorado, onde os clientes circulavam em volta. Também aproveitou a estabilidade da moeda brasileira com o Plano Real para lançar um plano de autofinanciamento, algo também pouco comum na época. Com isto, as vendas começaram deslanchar. “Para não aumentar muito o nosso risco, só era lançada uma nova etapa (condomínio) depois de comercializada 80% da que estava à venda”, diz Paulo Roberto. A Tropical (com parceiros, claro) lançou recentemente o segundo Eldorado na capital, no Parque Oeste Industrial, inicialmente com 1,7 mil apartamentos. “O potencial é de 7 mil imóveis neste empreendimento, mas dependerá da recuperação da nossa economia”, afirma o empresário.

Na década de 90, a Tropical, quando já tinha se tornado uma das maiores imobiliárias de Goiás, apostou em outra novidade para o mercado de Goiânia: os condomínios fechados. Lançou o primeiro da capital, o Aldeia do Vale (mas foi o segundo construído, depois do Jardins Viena, da FGR). “Foi uma oportunidade de negócio. Compramos o terreno dos herdeiros de um alemão, amigo do Bernado Sayão, que havia adquirido a área na década de 30, quando das suas vindas em Goiás para comprar pedras preciosas. Foram 3 anos de negociação. Eu já tinha visitado condomínios fechados em outras capitais e no exterior. Sabia que aquele conceito tinha demanda em Goiânia. A área nos custou US$ 2 milhões e US$ 300 mil em impostos atrasados. Formamos um pool de investidores goianos e lançamos o Aldeia do Vale em 1997″, diz Paulo Roberto.

Complexo Órion, que será inaugurado em abril, marca a nova fase da Tropical

Nova Tropical
A Tropical passou por uma reestruturação em 2008, ao vender seu negócio de locação e vendas de imóveis para o grupo Brasil Brokers. “Foi um bom negócio. Capitalizamos a empresa para focarmos recursos e tempo em novos empreendimentos”, afirma Paulo Roberto. O empresário destaca três em execução: o primeiro parque tecnológico privado de Goiás, no Goiânia 2; o complexo de saúde Órion, que será inaugurado em abril de 2018 com o apoio do Hospital Albert Einstein; e  aeroporto executivo Antares a ser construído em área de 1,8 milhão m², em Aparecida de Goiânia.

Não há nenhum empreendimento similar como estes em Goiás. O parque tecnológico será construído numa área de 108 mil metros quadrados, adquirida da massa falida da Encol, sendo também um complexo residencial e comercial. “Será um ecossistema com aceleradoras de startups e fundos de investimentos, inspirado nos parques tecnológicos de Florianópolis, referência na América do Sul. É um projeto para 15 anos, que vai promover a integração entre universidades, investidores e empresas”, frisa Paulo Roberto.

O complexo Órion, no Setor Marista, será a maior torre vertical de Goiânia e uma das maiores no País, com quase 190 metros de altura, onde devem atuar cerca de 800 médicos de diversas especialidades. Terá shopping tematizado, hospital com 200 apartamentos (será o maior privado de Goiás) e hotel para acomodar pacientes e parentes. Além de dezenas de clínicas, consultórios, laboratórios e estacionamento para 1,4 mil vagas. O seu valor de vendas (VGV) é estimado em R$ 400 milhões. “Você poderá encontrar num único local todas as soluções médicas de que necessita. É um projeto que não tem similar no País e nossa ideia é construirmos uma rede nacional Órion no futuro”, diz Paulo Roberto.


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4 comments

  1. Elizabeth Cristina da Costa Responder

    Orgulho por participar desta linda história. Parabéns, meu irmão!

  2. Gláucia Gundim Dutra Responder

    Esse é o Brasil que acontece fora das manchetes. Parabéns!

  3. Rodrigo Siqueira Responder

    Parabéns Paulin e toda família Tropical com quem tive a honra de trabalhar e muito aprender com vocês !!

  4. Lucineia Responder

    Parabéns Paulinho, António Carlos, Beth e Luci, Tropical foi uma escola para mim, tive a honra de trabalhar com vocês e hoje tenho a honra de te los como clientes na Gestão de seus empreendimentos